terça-feira, 8 de julho de 2014

Apontamentos de História para pastores e obreiros: século VII

Papas missionários - Gregório, o Grande
Se impressionou ao ver crianças inglesas colocadas à venda no mercado de escravos. "Anglos não, são anjos, tivessem conhecido eles o Evangelho" (H G Wells - História Universal, Vol. 4:1004-1005.

Cristianismo sem Cristo
"O Cristianismo oficial desde muito enterrara e esquecera aqueles estranhos ensinamentos de Jesus de Nazaré de que se havia originado. A Igreja Romana, agarrando-se tenazmente à posse do título de pontifex maximus, abandonara de longa data a missão a que se propusera de realizar o Reino do Céu. Só se preocupava agora com a restauração da supremacia romana sobre a terra, supremacia que considerava com sua herança. Tornara-se uma corporação política a utilizar a fé e as necessidades dos homens simples para a realização dos seus planos e cálculos. Apegou-se à tradição do Império Romano e a idéia de que aí estava o método natural da unidade europeia. E, numa série de tentativas para restaurá-la, a Europa afundou-se numa fatigante e obscura fase de imitação e repetição dos planos errôneos e falhos do passado..." (História Universal, Vol. 4:1012-1013).

Restaurar o Império Romano - um plano religioso

"A idéia do império redivivo só muito gradualmente alvoreceu no espírito de Carlos Magno..."
(História Universal, Vol. 4:1014)

sábado, 29 de março de 2014

Estudos no Êxodo: estrangeiros no Egito 1:1-14

São estes, pois, os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jacó no Egito, cada um com a sua respectiva família: ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||1
 2 Rúben, Simeão, Levi e Judá; ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||2
 3 Issacar, Zebulom e Benja­mim; ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||3
 4 Dã, Naftali, Gade e Aser. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||4
 5 Ao todo, os descendentes de Jacó eram setenta[1]; José, po­rém, já estava no Egito.
[1] Os manuscritos do mar Morto e a Septuaginta dizem setenta e cinco. Veja Gn 46.27 e At 7.14.
||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||5
 6 Ora, morreram José, todos os seus irmãos e toda aquela geração. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||6
 7 Os israelitas, po­rém, eram férteis, proliferaram, tornaram-se numerosos e fortaleceram-se muito, tanto que encheram o país. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||7
 8 Então subiu ao trono do Egito um novo rei, que nada sabia sobre José. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||8
 9 Disse ele ao seu povo: Vejam! O povo israelita é agora numero­so e mais forte que nós. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||9
 10 Temos que agir com astúcia, para que não se tornem ainda mais numerosos e, no caso de guerra, aliem-se aos nossos inimigos, lutem contra nós e fujam do país. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||10
 11 Estabeleceram, pois, sobre eles chefes de trabalhos forçados, para os oprimir com tare­fas pesadas. E assim os israelitas construíram para o faraó as cidades-celeiros de Pitom e Ramessés. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||11
 12 Todavia, quanto mais eram oprimi­dos, mais numerosos se tornavam e mais se espalhavam. Por isso os egípcios passaram a temer os israelitas, ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||12
 13 e os sujeitaram a cruel escravidão. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||13
 14 Tornaram-lhes a vida amarga, impondo-lhes a árdua tarefa de preparar o barro e fazer tijolos, e executar todo tipo de trabalho agrícola; em tudo os egípcios os sujeitavam a cruel escravidão. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||14
 15 O rei do Egito ordenou às parteiras dos hebreus, que se chamavam Sifrá e Puá: ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||15
 16 “Quan­do vocês ajudarem as hebréias a dar à luz, verifiquem se é menino[2]. Se for, matem-no; se for menina, deixem-na viver”.
[2] Hebraico: as duas pedras. Possível eufemismo para os órgãos genitais ou ainda uma referência a um assento onde as mulheres davam à luz.
||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||16
 17 Todavia, as parteiras temeram a Deus e não obedeceram às ordens do rei do Egito; deixaram viver os meni­nos. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||17
 18 En­tão o rei do Egito convocou as partei­ras e lhes perguntou: “Por que vocês fizeram isso? Por que deixaram viver os meninos?” ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||18
 19 Responderam as parteiras ao faraó: “As mulheres hebréias não são como as egípcias. São cheias de vigor e dão à luz antes de chegarem as parteiras”. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||19
 20 Deus foi bondoso com as parteiras; e o povo ia se tornando ainda mais numeroso, cada vez mais forte. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||20
 21 Visto que as parteiras temeram a Deus, ele concedeu-lhes que tivessem suas próprias famílias. ||Português: Nova Versão Internacional||Êxodo||1||21
 22 Por isso o faraó ordenou a todo o seu povo: “Lancem ao Nilo todo menino recém-nascido[3], mas deixem viver as meninas”.

http://www.bibliaonline.net/biblia/?livro=2&versao=17&lang=pt-BR&cab=

1. Qual é a sua identidade? 1:1

Nos tempos bíblicos do Antigo Testamento era costume trocar o nome de uma pessoa toda a vez que ela experimentava uma situação transformadora em sua vida.
Jacob tivera seu nome mudado para Israel. Duas identidades. O velho e o novo homem. Quem está em Cristo Jesus nova criatura é. Qual perfil seu fala mais alto em sua vida? A carne ou o espírito?

2. Você já prestou atenção na numerologia bíblica? 1:2 - Eram "setenta almas". Múltipo de 7 e de 10.

3. Na história Deus pode ter um santo no mundo. José tinha ficado no Egito. Quais são os propósitos de Deus para sua vida para o lugar onde você está? Romanos 8.32-39. Romanos 12:1-2;
- O Egito é o mundo secular. Ser cristão numa comunidade é uma coisa, num seminário, mas na vida comum entre os demais mortais e pecadores é o desafio.
- O Egito é a política - qual o papel de um homem que teme a Deus no exercício dos poderes temporais
- O Egito é a fase das provações, dos sofrimentos, a escravidão, dos vícios, das pressões.

4. Estejamos preparados para surpresas que a vida nos apresente, sempre com temor de Deus. 1:8
O importante é estar unido em número e pensamento. Quanto mais gente mais vitória poderemos ter.
Deus não nos permite descansar no conformismo, nos apresenta novos desafios para vencermos.

5. Quando estamos vivendo no temor e na vontade de Deus, até aquilo que armam em segredo contra nós, é transformado em bênção. 1:11-14.

6. Encarar o sofrimento e lutar pela sua superação. Os hebreus mantiveram sua fé em Deus, fizeram o duro trabalho que lhes fora imposto, mas não deixaram de AGIR para vencer.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Apagadas da história: leitura acadêmica da eclesio-história

A revista Unespciência, número 5/48, traz reportagem de Maria Fernanda Ziegler a respeito da liderança feminina no processo histórico do Cristianismo e das igrejas cristãs. Comportando informações, provocando a reação dos teólogos, o material deve sim, constar, das recomendações bibliográficas dos institutos, seminários e faculdades teológicas. A repórter apresenta ao público o trabalho de Eliezer Serra Braga, doutorando em História, na UNESP. O relevante da matéria é a garimpagem que a autora fez em autores, intérpretes catando citações e referências, em obras, no geral, distantes e de difícil acesso do estudante comum de teologia e história.
Alguns pontos altos da reportagem ficam diante do de se reconhecer que o Cristianismo nunca foi um movimento único, uníssino e que o tão propalado discurso da "igreja uma" jamais existiu. Os historiadores honestos sabem disso e nunca será tarde lembrar. As pesquisas mencionadas por Maria Fernanda somam-se a este esforço e por isso devem ser lidas e divulgadas. O Cristianismo sempre foi um conglomerado de "seitas" e "heresias" ou escolas de pensamento como gostamos de afirmar.
Em determinada altura a matéria referencia o óbvio, como se fosse inédito. A inexistência de liderança feminina desde os primórdios dos Atos dos Apóstolos, por exemplo. O Cristianismo nasceu sem a necessidade e importância da liderança feminina. Nem poderia ser diferente. Nascia o novo rebento do judaísmo calcado em valores judaicos e greco-romanos. Embora o tema causasse certo incômodo nos fundadores da nova religião, como se deixa entender a confusa teoria que Paulo de Tarso tenta elaborar sobre a mulher (Gálatas 3:28 em geral diferindo do que ele diz em Efésios 5 e 1 Coríntios 11). As autoras constatam e nisso não há novidade que o conceito de igualdade é contemporâneo, por isso, quem sabe, faltou cuidado em alcunhar o período histórico do Cristianismo, antes da contemporaneidade de machista. Evidentemente, os estudiosos da Bíblia sabem que, por volta do ano 33 d.C. haviam sim, diaconisas nas igrejas locais e isto são evidentes pelas passagens do livro de Atos e a Epístola aos Romanos.
Quais problemas teológicos-históricos a reportagem apresenta e torna seus autores e citados em dívida com os leitores da revista? Primeiramente, o conceito "Igreja" singular. Em geral um vício que mesmo acadêmicos insistem trilhar, porque, desconhecedores de questões de teologia, forçam uma visão de que, o Cristianismo e Igreja Católica Romana se confundem. Na verdade, a Igreja Católica é uma instituição que representa um desvio de rota, um desenvolvimento posterior no Cristianismo. Se podemos utilizar o termo "Igreja", diríamos que a Igreja Cristã não nasceu católica, mas esse ramo se tornou hegemônico, dada a aliança com o poder secular. O catolicismo triunfou depois do ano 325 d.C. Para o historiador Walker, o cristianismo nos primórdios era um conjunto de comunidades locais, autônomas e independentes, unidas apenas pela mesma fé. A centralidade, autoridade única, nunca foi unânime nas comunidades cristãs, razão porque as dissidentes foram perseguidas cruelmente, logo que a comunidade de Roma se desviou da ortodoxia e associou-se ao Império secular
Os escritos do Novo Testamento são fontes seguras da história do pensamento e prática dos cristãos. Enquanto menciona a existência de diaconisas, não registra nenhuma mulher exercendo o bispado, até porque a própria função de bispo, no período apostólico nada tem a ver com as funções atribuídas aos religiosos que constatamos atualmente. As lutas e as idéias de Agostinho de Hipona não são, registro fiel do período de fundação do cristianismo e nem correspondem ao geral das igrejas cristãs que existiam na fase. Portanto, as formulações do Professor Paulo Nogueira são pertinentes. O papel da mulher nos primeiros cem anos do Cristianismo é o que Paulo determina em 1 Coríntios 11 e 14 e 1 Timóteo 2. Nada além.
Outra questão que soa estranho é o esforço que a matéria tem em constituir algumas mulheres do relato bíblico em líderes cristãs de autoridade em matéria de fé, caso mencionado de Maria Madalena. Para sustentar essa posição as autoras recorrem a outra formulação teológica equivocada, a de que, a Pedro foi confiada a organização do cristianismo. Basta-nos boa leitura dos Atos 10:38-46, Gálatas 1 e 2; Efésios 3 para entendermos que a liderança fundacional do Cristianismo coube a Paulo e não a Pedro. O último representou um esforço de continuar o judaísmo dentro do Cristianismo. Portanto, o desenvolvimento organizacional, téorico da seita dos cristãos se constituiu nos marcos do  "machismo".
Mas a matéria faz uma afirmação ousada, a de que o leitor da Biblia precisa de genialidade, de entender o idioma grego, para não cair em "deslizes machistas" dos tradutores. Um dado que permanece sem qualquer prova ou sinal de onde, num exemplo citado para ilustrar a novidade, isso tenha ocorrido.
http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/acervo/48/mulheres-cristianismo



domingo, 17 de novembro de 2013

Epístola aos Efésios: teologia da paternidade de Deus

A paternidade de Deus - Efésios 1.1-14


1. Deus é apresentado no Antigo Testamento como juiz, castigador, vingador, que pune sem misericórdia quem transgride suas leis. Gênesis 19.24-25; Jeremias 11.22; Apocalipse 2.18-23;

2. Tomás de Aquino opinava que ""A vingança se consuma quando se inflige ao pecador um mal de pena. Por conseguinte, na vingança deve-se levar em conta o ânimo daquele que a exerce. Porque se a intenção dele recai principalmente sobre o mal daquele de quem se está vingando, e nisto se compraz, então isto é absolutamente ilícito, porque o fato de se comprazer com o mal de outrem é da ordem do ódio, que repugna à caridade, pela qual devemos amar todos os homens. E ninguém se desculpa alegando querer o mal daquele que injustamente lhe fez mal; da mesma forma que ninguém se desculpa de odiar aqueles que o odeiam." (Suma Teológica II-II, q. 108, a. 1)" - citada por padre Paulo Ricardo;

3. A idéia de que Deus é mais amor que vingança está presente em Marcião, no espiritismo, na teologia modernista, no pensamento de Russell Norman Champlin, teólogo brasileiro e é também a opinião do autor destas notas;

4. Paulo apresenta o mesmo Deus do Antigo Testamento como um fantástico pai amoroso. Os judeus e a cultura greco-romana davam pouco valor ao papel da mulher, consequentemente da mãe. Se os escritores bíblicos vivessem em nossos dias falariam do papel maternal de Deus, sem qualquer problema.

5. Deus é pai de Jesus Cristo. Deus é pai de todos os que crêem na mensagem de Jesus Cristo. Paulo tem uma descrição próxima de João (João 1.12-13).

6. Deus é um pai que abençoa, escolhe, elege, derrama graça, proporciona paz, revela mistérios seus aos seus filhos, redime, predestina, glorifica. Comparemos esta passagem com Romanos 8.27 a 39, cuja leitura pausada merece ser feita em nossos púlpitos.

Questões de debate propostas aos alunos:

Paulo não apresenta uma teologia trinitariana nestas passagens. Jesus Cristo é apresentado como Filho de Deus Pai, consequentemente, duas pessoas são destacadas pelo apóstolo. O bom professor de Bíblia pode aproveitar a oportunidade para debater as teses do unitarismo ariano, unicismo sabeliano, trinitarianismo de Tertuliano.

E o Espírito Santo como fica nestas passagens? Em Efésios 1.13 pode se referir a ele ou o texto tem outra significação?.

domingo, 3 de novembro de 2013

Escola Bíblica - Estudos em 1 Coríntios 12.28-31 - Dons espirituais

"E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 
29 Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres?   
30 Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?   
31 Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente"

Os neopentecostais jamais farão milagres como fizeram Jesus Cristo e os apóstolos. Suas curas correspondiam a doenças incuráveis. Não chamavam para grandes concentrações de milagres e mágicas os enfermos, eles iam nos lugares onde estavam acamados os doentes. Não recebiam nenhum centavo pelos milagres operados, mesmo em nome de sustentar algum tipo de ministério.

A discussão sobre a continuidade ou não dos dons espirituais está vazia e não penetra no cerne do problema e da importância dos dons. Alguns crêem que os dons ocorrem expecionalmente. Entre estes intérpretes estão Israel Carlos Biork e Donald Turner, ambos teólogos de grande projeção entre os fundamentalistas. Evidentemente os continuadores do movimento carismático defendem que os dons estão se repetindo e ainda crêem que aquilo que ocorre em suas igrejas são as mesmas manifestações dos tempos primitivos. Os cessacionistas, como McArthur, George Wells, grande parte das igrejas evangélicas fundamentalistas, crêem que os dons miraculosos pertenceram ao tempo de afirmação evangélica no nascedouro da Igreja e cessaram quando o canon das Escrituras foi concluído. Os ultradispensacionalistas defendem que os dons imperaram enquanto havia uma dispensação judaica, uma igreja judaica, que era ainda "o Mistério" revelado a Paulo. A partir de Atos 13 ou 28 cessaram os dons espirituais todos.

Quem tem uma posição interessante, bíblica e coerente, é o Dr. Russell Norman Champlin, autor dos comentários melhores em língua portuguesa do Antigo e do Novo Testamento. Ele afirma a continuidade dos dons espirituais, mas não no estilo e prática do Novo Testamento, conforme a evolução histórica da cultura e dos costumes. Champlin também tem dúvidas quanto a qualidade espiritual das manifestações do movimento carismático. Que o estudante das Escrituras veja seus comentários com relação a passagem que estudamos.

Afirmar que os dons cessaram não significa que Deus deixou de operacionalizar milagres e curas divina expectaculares. Temos que admitir que a operação de maravilhas nunca foi a razão de ser e o sentido da pregação dos primeiros cristãos. Os sinais seguiam a mensagem, mas não eram a mensagem. A ênfase e a preocupação dos pregadores não estava nos sinais, mas na mensagem de arrependimento do Cristianismo. Elas eram meros sinais. Marcos 16.17-18; 1 Coríntios 1.22.

Os modernos pentecostais inverteram a ordem das coisas. Veja como Paulo ordena os dons espirituais. (1) Apóstolos, isto é, missionários, fundadores de igrejas, evangelistas inter continentais. (2) Profetas, homens especializados e ocupados em transmitir a revelação da Palavra de Deus, fazendo-a entendida e compreendida pela igreja local. O dom da profecia em nossos dias está na produção de estudos bíblicos, pesquisas sobre as Escrituras, nos raros mestres que as igrejas possuem. (3) Mestres, cuja explicação de suas funções está em Efésios 4.11-17 e Hebreus 5.12 a 6.10. Lamentavelmente, este dom falta em nossas igrejas e nem mesmo pastores formados em faculdades de teologia e seminários o possuem. A falta deste dom resulta na baixa qualidade e na contradição entre o que nossos membros dizem ser e o que fazem. A maioria dos cristãos não alcança maturidade e desenvolvimento, crentes envelhecem assistindo cultos sem aprofundar o conhecimento em verdades profundas das Escrituras. (4) Variedade de línguas. A expressão fala por si. Aqui não se refere, como diz Russell Champlin, aos balbucios comuns nos cultos carismáticos.

sábado, 2 de novembro de 2013

Epístolas aos efésios: a biografia da liderança religiosa

Como seria ou será a biografia dos religiosos em geral? Que exemplos deixam ou deixam de dar?
Os líderes modernos criaram palavras sensacionais para se auto-definirem, papas, cardeais, apóstolos, profetas, maiores pregadores de cura divina. O que fizeram com suas vidas em relação ao Evangelho, ao nome de Deus, a imagem pública de Jesus Cristo, se não construindo impérios empresariais para suas famílias. A maioria deles são proprietários de emissoras de rádio e televisão, editoras, planos de saúde. Junto com suas pregações é preciso proceder a venda de produtos de suas lojas eclesiásticas. Quando morrerem seus bens e suas igrejas se transformarão em questão de herança para os filhos e parentes. A maioria dos objetos que vendem em seus templos são produtos esotéricos que objetivam reforçar o caixa de tais denominações.
Suas pregações e suas aparições nos meios de comunicação não são para ensinar ao povo o conteúdo das Escrituras, porque estas eles nem chegam a ler e estudar. O que fazem é a publicidade de suas empresas denominacionais e promover a guerra contra as concorrentes. (2 Timóteo 3.14-17; Efésios 4.11-17). Muita gente religiosa que se auto enviou ao povo para domesticá-lo. Quase nenhum enviado por Deus.
São pastores avarentos, gananciosos, que tem suas casas sob forte esquema de segurança, porque o seu deus é o dinheiro.
Quantos pastores deixaram de constar em suas biografias a marca de homens que gastaram horas estudanto, lendo, pesquisando a/sobre a Palavra de Deus, se preparando como obreiros responsáveis.
Quantas gerações de cristãos que desprezam, não lêem ou estudam a Bíblia, dada a má atuação dos pastores nos púlpitos, que costumam dar água com açúcar para cristãos que deveriam estar amadurecidos. Hebreus 5.12-6.10.
Que diremos dos pastores que não visitaram enfermos, doentes mentais, cristãos enfraquecidos? Dos que se preocupam apenas com as coletas de ofertas e dízimos?

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Epístola aos efésios: a biografia de um cristão - Parte 1

[Homenagem à memória do historiador e teólogo Francisco de Araújo Almeida, que algum dia sonhou escrever comigo, um comentário popular sobre a Carta de Paulo aos Efésios]
 Como será a sua biografia, cristão! – Capítulo 1 - "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus..."
Um dos mais eficazes métodos de ensinar e aprender na escola são as biografias. Elas fixam na mente e no comportamento das pessoas os feitos mais importantes e dignos de serem destacados de personagens históricos nas mais variadas áreas do conhecimento e necessidades humanas. Sem razão, as biografias andam meio em desuso. Se pensarmos nos atuais políticos até que suas biografias não são maravilhosas e não é atoa que o método ande em desuso. 
Poucas são as vidas que merecem uma biografia, as pessoas que ainda vivas tem um catálogo de boas realizações, obras memoráveis que servem de estímulo para as gerações. Alguns só tem suas biografias depois que morrem. Outros quando vivos não são valorizados, depois de falecidos, sua vida é inventariada e sua dignidade é colocada em evidências ou não.

Como o autor da carta se apresenta aos cristãos que se congregavam na cidade romana de Éfeso? Ele formula seu currículo em breves palavras, poucas linhas. Que biografia você construiu para seus familiares, alunos, clientes, discípulos, alunos, orientados, vizinhos, amigos, para seu país, sua cultura, seu sistema político? Que exemplos deixa? Como pautou sua conduta, seus valores morais?

A biografia de Paulo podia ser resumida em contundentes palavras – “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus“. Você é daqueles que precisa de muito papo, muitas palavras, adjetivos faltam, para lhe descrever, e no final de contas, na existência humana significa nada? Ou dos que no pouco a dizer tem virtudes e qualificativos dos maiores?  O que seria naquele tempo ser chamado de “apóstolo”?  Uma pessoa que não tinha moradia fixa, não era dona de seu destino, não sabia onde dormir, fazendo o bem e sendo julgada como do mal, anunciadora de esperança a pessoas perdidas e sofredoras, mensageiras do amor, da compreensão, da solidariedade, da compreensão entre as pessoas.

Que biografia de moral você deixa para seus filhos e conhecidos?
Respeito aos seus pais?
Zeloso cuidador dos filhos?
Pessoa estudiosa? Que lê e se informa melhor sempre?
Funcionário exemplar, assíduo, pontual, prestativo e atencioso?
Que mereceu o salário que recebeu?
Pessoa que pratica a caridade (Mateus 25.31-46; Tiago 2)
Solidária com o sofrimento alheio, capaz de ouvir, dar uma mão a quem precisa?
Que não usa seu dinheiro apenas para si?
Que ajuda a construir e tornar realidade o sonho das outras pessoas?
Pessoa otimista que caminha para frente vencendo dificuldades?
De pessoa que procurou sempre se informar e se formar, estudar, ler e participar da vida cultural, social, espiritual e política da sua comunidade?
Que escolhe sempre aquilo que escuta e vê?
Fidelidade, sinceridade, honestidade?
A sua biografia e os dez mandamentos? E a declaração universal dos direitos do homem?