Introdução:
Espero que os leitores, professores de escola bíblica, estudiosos das Sagradas Escrituras, leiam o capítulo 2 de Daniel para entender do que estou falando. http://www.bibliaonline.pro.br/arib/daniel/2
Lição
Daniel – Por que não procuramos melhor preparo para melhor testemunhar? –
Daniel 2.2 comparado com 1.4
As primeiras aulas de discipulado deveriam principiar nestas passagens bíblicas: Mateus 28.19-20 – “fazendo discípulos...ensinando-os...”; Atos 17.11 “conferindo todos os dias as Escrituras...”; 2ª Timóteo 3.14-17 “procura apresentar-te a Deus como obreiro aprovado que sabes as Sagradas Letras...” e Hebreus 5.12-14 “devendo ser mestres”.
Daniel foi um homem INSTRUIDO na cultura secular dos caldeus e babilônicos. Trocando em miúdos, seria como se hoje, os crentes fossem profundos conhecedores da História do Brasil, História da América e História do Cristianismo. Por isso, todo o cuidado quando colocar nomes bíblicos em seus filhos, em grupos de evangelismo e oração. Você corresponde aos nomes que colocam em pessoas e em tais grupos? O que temos, os que dizem temer a Deus em nossos dias, com o exemplo deixado por Daniel?
Daniel era um estudioso PROFUNDO da religião dos caldeus e babilônicos. Uma coisa que nos deixa apavorados em nossos tempos. Os membros das igrejas mal sabem ler as Escrituras, mal sabem interpretá-las, desconhecem a história de suas denominações, são preconceituosos em relação às outras igrejas e grupos, como saberão alguma coisa, mínima que seja sobre outras religiões? Se você não conhece o outro como pode decidir a fé em que está? Daniel jamais pensou, eu não vou estudar astrologia, espiritualismo, politeísmo porque isso é coisa do Diabo.
Daniel não foi um crente PASSIVO. Aquele que entra num templo para receber as colheradas de comida espiritual ministradas por um religioso. Na maioria das modernas igrejas cristãs os crentes se contentam apenas com as migalhas, nem sempre preparadas com zelo e qualidade, jogadas do púlpito. Alguns até manifestam esse contentamento com gritos e histeria. Muita festa por tanta miséria.
Daniel buscava conhecimento abalisado. Estudava por si. Passava muitas horas pesquisando. Era preciso ser um representante de Deus qualificado, não dizer asneiras quando perguntando, ter respostas convicentes sempre que fosse chamado por qualquer pessoa, inclusive por gente mais instruída. Quanto do seu tempo devocional, se ele existe você dedica lendo? Você é um crente que costuma comprar livros? Sua denominação tem editora?
Responda quais são suas desculpas para ser um cristão medíocre? Acredita que entender as Escrituras é questão de milagre e revelação do céu? Que ter uma Bíblia, dormir com ela na cabeceira da cama transfere o conteúdo para sua mente e consequentemente para sua vida espiritual? É possível fazer a vontade de Deus sem conhecer profundamente a Bíblia?
Daniel estudou um campo de conhecimento que não era fácil nem acessível a qualquer pessoa em seus dias, o politeísmo dos caldeus e as artes adivinhatórias por eles praticadas. Dedicou-se a uma prática que estava e alta e na moda naqueles tempos, a interpretação de sonhos. Os sonhos ainda se constituem um terreno fértil e produtivo para a compreensão da alma e do comportamento humano. Atualmente, a Psicologia e a Psiquiatria chamaram para si os estudos desse tema. Os sonhos foram uma das formas de revelação de Deus antes do ministérios dos apóstolos. No Primeiro Testamento, nos Evangelhos e até no Atos dos Apóstolos os sonhos aparecem como um dos métodos de Deus revelar sua providência aos homens. O que você já leu sobre os sonhos? O que teria a dizer se uma pessoa contasse a voce um sonho que ela teve? Como pessoa que se diz temente a Deus você tem algo a dizer na hora ou terá que apelar aos universitários?
[Escola Bíblica,Profeta Daniel, Maturidade cristã, importância do estudo para os cristãos, esboços para sermões]
sábado, 6 de fevereiro de 2016
domingo, 26 de julho de 2015
Cristão necessário à Igreja do Senhor
Você
se considera um cristão que faz falta à sua congregação?
Você
se empenha em ser cristão necessário?
Deus está precisando de
cristãos que Ele possa usar para transformar o mundo, a vizinhança, a vila, a
cidade.
1.
Crentes Felipe – Atos 8.31-35. Se um
belo dia você receber um chamado para visitar uma pessoa que esteja com dúvida
ou com algum problema na vida e que durante a conversa lhe faça uma pergunta a
respeito de uma passagem das Escrituras, você poderá explicar-lhe corretamente
o significado da mesma e a aplicação que venha a ter na vida dessa pessoa? Ou
ficará dando voltas, enrolando ou transferindo para o seu pastor a explicação?
Deus não deixou as Escrituras para um grupo de especialistas. É dever de todo o
cristão estar preparado para explicar as passagens bíblicas as pessoas que
necessitam do nosso testemunho. Você é capaz? Felipe não era pastor.
2.
Crentes mais nobres – Atos 17.11. Todo
mundo se julga crente. Mas poucos são os nobres. O caráter de nobreza de um
cristão está em que ele é um crente qualificado. Examina diariamente as
Escrituras. Confere todos os ensinos que escuta nos cultos, nas escolas
bíblicas, nas programações de rádio e televisão, com as Escrituras. Crentes
nobres têm dúvidas, perguntam, buscam informações. Não vão cegamente atrás de
um ensinamento. Como questionar, perguntar se estudar a Bíblia não é mais um
costume das nossas comunidades?
3.
Crentes Tiago que falem menos – Mateus 25.31-46
e 1 João 3.14-17, Tiago 2.14. Crentes que estejam dispostos a cuidar da vida
material alheia em Nome do Senhor. Que falem menos de religão e tenham mais
ação em favor dos menos favorecidos. A sua vida é da casa no templo? O que você
faz com os seus bens? Voce cuida da sua roupa, da sua casa, do seu conforto.
Apenas? Mateus 19.20.
sábado, 27 de junho de 2015
Perfil de um pastor eficiente
Que tipo de pastor você é?
Em nossos dias encontramos
igrejas para tudo e todas desconformes aos objetivos das Escrituras e do bom
senso. Não há nas páginas sagradas nenhuma insinuação de que as igrejas
deveriam se transformar em hospitais com pseudo-médicos, com homens que ao
invés do manejo sadio das Escrituras, andassem de branco de um lado para outro,
parecendo mais místicos esotéricos do que pastores-mestres cristãos.
Qualquer individuo se
auto-proclama pastor e para se serve da ignorância do nosso povo, que passou os
primeiros anos de escolarização da pior forma possível, incapazes de efetuarem
as operações matemáticas, de efetuarem leitura em voz alta respeitando sílabas
e acentuação, autênticos analfabetos funcionais. Quando isto não ocorre, as
denominações, sem critérios da capacidade, sem constituição de banca abalizada,
que avalie a desenvoltura intelectual, o domínio da história da religião
cristã, o entendimento dos conceitos e ensinamentos bíblicos, consagram homens
que produzem melhores vendas do produto religioso.
Se você é chamado de pastor
pergunte-se: 1) sou pastor porque sou capaz de ensinar? 2) sou um homem que lê
e entende o que lê nas Escrituras? 3) sirvo para pastorear as ovelhas ou para
ser curandeiro, feiticeiro, mágico ou enfermeiro do povo? O que faço com as
páginas das Escrituras em todos os cultos que participo?
1. Pastor tem que ter boa
escolaridade
2. Pastor tem que ter
honestidade intelectual, interpretar correta e historicamente o texto,
especialmente se tratando da Bíblia.
3. Pastor tem que estudar
Teologia sempre, atualizar-se constantemente. Lembre-se que estudar Teologia
não é decorar passagens bíblicas, catalogar passagens sobre um determinado
assunto. Teologia é um campo de conhecimento que implica em entender as
diferentes visões sobre a espiritualidade que circulam por outras religiões.
Não há essa coisa como “Teologia cristã”.
4. Pastor tem que estudar
Psicologia. Existem dificuldades pelas quais as pessoas passam na vida, existem
motivos e soluções para os problemas emocionais, que não estão no campo
religioso. O pastor deve saber onde começa e termina seu trabalho. Certamente o
trabalho de escuta, conselho e companheirismo é um grande instrumento para a
solução de problemas existenciais. Mas há um vasto número deles que requerem um
profissional especializado nos dilemas da mente humana, algumas vezes até
carecendo de medicação. O pastor não pode sair dando nominações para problemas
concretos das doenças que afetam a alma das pessoas.
5. Pastor tem que estudar
História do Cristianismo
6. Pastor tem que ter
hábito de escrever, fazer anotações, fugir do espontaneísmo. É inconcebível
quem se diga líder religioso e não tenha o hábito de comprar livros, ler,
anotar, comparar e compartilhar com seus irmãos de congregação. Não merece
confiança um homem ou mulher que se digam pastores e não possuam biblioteca em
sua casa, que não frequente livrarias, que não tenha caderno com anotações de
suas leituras. Mesmo a Bíblia deve ser lida constantemente pelos pastores,
comparando traduções e versões.
7. Pastor tem que comprar
livros e lê-los integralmente.
8. Pastor tem que ser
incentivador da escolarização dos membros;
9. Pastor tem que ter
escola bíblica em sua congregação e fugir dos espetáculos religiosos dos nossos
tempos.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Ética cristã - apontamentos para estudo
ÉTICA CRISTÃ
Plano de estudo
1. Definição
2. A importância do estudo da Ética
3. Ética Cristã e Ética Geral
4. Ética e a Bíblia
5. O lugar da Ética na Vida Cristã
6. Os motivos da conduta
7. O alvo da vida
8. O conhecimento do bem e do mal
9. O padrão de conduta
10. Os motivos da conduta
11. Liberdade
12. A responsabilidade de um salvo
13. O nosso dever para com Deus
14. O nosso dever para com os outros
15. O
nosso dever para conosco mesmo
16. O nosso dever para com a natureza
17. O nosso dever para com a vida sexual
18. O
nosso dever para com a sociedade
19. O nosso dever
para com a Igreja
20. O nosso dever para
com a vida econômica
21. O nosso dever
para com a vida política
22. O nosso dever
para com o tempo de lazer
(Estas notas foram preparadas pelo Missionário George William Wells, do Seminário Batista Regular do Sul em 1979. Foram adaptadas pelo autor do blog).
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Escola Bíblica: O uso do antigo testamento para sustentar nossos modernos preconceitos
Escola Bíblica: Moisés e sua lei - desvendando preconceitos - introdução
ESCOLA BÍBLICA ECLESIÁSTICA EM CLASSE
MOISÉS e as leis do Antigo Testamento
Se coloque diante da dura realidade religiosa das nossas igrejas evangélicas modernas considerando a péssima formação escolar dos pastores, alguns sequer com ensino médio concluído, passaram a vida inteira sem o mínimo interesse pelos estudos e pela leitura ou passaram por algum seminário teológico onde pesquisas não era feitas, professores apenas colecionavam passagens bíblicas para sustentar esta ou aquela idéia. Alguns destes pastores acreditam e passarão adiante a idéia de que a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse foi literalmente ditada por Deus, que nela não existe a mínima possibilidade de opiniões, conceitos e preconceitos humanos, que não há contradição alguma entre seus autores, porque, na prática foi um único autor que a ditou a vários redatores. Por isso, voce pode tomar qualquer versículo em qualquer momento e aplicar em qualquer hora. Isso é lamentável, perigoso e tem causado consequências lastimáveis no desenvolvimento emocional, relacional e espiritual das pessoas.
Outros pastores, uma segunda classe, por orientações de sua denominação estarão mais preocupados em fazer a boa e eficiente publicidade de suas igrejas. É preciso manter a arrecadação, não perder de vista o padrão de vida de seus dirigentes maiores, garantir a fortuna dos fundadores da denominação. Para estes valem todas as técnicas de persuasão e a Bíblia é, para eles, negócio complicado demais, por isso passagens aqui ou ali serão utilizadas mas sempre em razão dos produtos de fé que a denominação precisa vender. Então, a Bíblia é um dentre tantos apetrechos místicos, junto com sal, açúcar, flores, tijolos, discos, fitas que servem para prender, emocionalmente, a pessoa aquele grupo e consequentemente, torna-lo um contribuinte financeiro do sistema maior.
Por último, constatemos o analfabetismo funcional que marca a vida da maioria dos membros de todas as igrejas evangélicas. O fato de uma família carregar, fazer postagens nos meios midiáticos, ter em casa, uma Bíblia não garante que de fato, seja cristã e que estude as Sagradas Escrituras. Os crentes não lêem a Bíblia e não lêem de ato pensado, não querem ler, tem ódio dos estudos, são tradicionais como alguns católicos, frequentam as igrejas porque se acostumaram, não tem outra coisa para fazer.
Em situações como estas, o que voce espera dos crentes em relação à compreensão das palavras, dos mandamentos, dos ensinos e da história que acontece nas páginas da Bíblia? Deturpações, ensinos gritantes, desprezo pelos fatos fundamentais e fomentação de interpretações sem contexto. A Bíblia tem se tornado uma cesta de frutas, cada pessoa vai lá e escolhe as que gosta e deixa as que não gosta para outros. O autor da carta aos Hebreus faz uma denúncia desta prática. Essa passagem, escrita no final do primeiro século, tem uma atualidade que grita a nossa frente. Hebreus 5.12 a 6.10. Dá uma olhada e compare com tudo o que voce aprendeu e com tudo quanto tem preguiça de aprender.
Sempre que ler uma passagem bíblica, que escutar alguém explicando um trecho da Bíblia Sagrada, não vá na onda sem antes procurar saber as seguintes informações:
1. Todos os livros da Bíblia foram escritor por uma pessoa e suas marcas pessoais, como formação escolar, profissão, experiência de conversão, o país em que foi criada, os costumes de sua época, estarão presentes nas idéias que ele coloca na Bíblia. Por exemplo, o apóstolo Paulo antes de se tornar cristão era alto oficial militar do Império Romano. Veja como isso aparece nas suas cartas: Efésios 6.11-18. Ele usou sua experiência, seu conhecimento da vida militar para ensinar os cristãos. Isso não foi ditado pelo Espírito Santo de forma alguma. Se eu não entender isso, vou errar e conduzir outros ao erro nos meus ensinos.
2. Todos os livros da Bíblia foram escritos para UMA DETERMINADA PESSOA, que os apóstolos, os escritores conheciam pessoalmente e que lhes tinham escrito, mandado algum recado, a respeito de suas dúvidas, inquietações ou problemas. Se não era uma pessoa, era então, para algum grupo de pessoas, amigos do escritor (II e III João, I e II Timóteo), igrejas locais, comunidades de uma região (Hebreus) ou alguma liderança.
3. Muitas vezes as cartas, os livros sagrados, especialmente no Novo Testamento eram debates calorosos entre os próprios apóstolos, o que significa que eles tinham opiniões bem diversas em alguns assuntos. Por exemplo, dá uma olhada em Gálatas 2:1-11, onde está a polêmica entre Paulo e os demais apóstolos (motivo do surgimento do moderno dispensacionalismo, assunto que não dá para explicar agora). Analisando esse contexto, essa passagem, voce pode compreender autores como Mateus e Tiago defendendo a salvação pelas obras e Paulo defendendo a salvação pela graça. Outra polêmica interessante está entre Paulo e a Igreja em Corínto (1 Cor. 4:2; esse não vai ter coragem de vir até aqui – 1 Cor. 4.18; Paulo respondeu dizendo que ia dar um pau neles – 1 Cor. 4:21).
Tudo isso dito para que aprendamos uma coisa: cada versículo, cada capítulo, foi escrito por uma pessoa, num determinado tempo, com o ponto de vista daquele tempo, para outra pessoa que vivia naquela época e enfrentava determinado problema.
Eu posso não estar enfrentando esse mesmo problema. Ou essa situação não existe mais, não tem como se repetir. A passagem bíblica se refere àquele momento e não a outro. Tenho que respeitar o sentido da passagem e o motivo para o qual ela foi escrita. “Não ir além do que está escrito”.
Ultima lembrança, antes de entrarmos na situação de Moisés. Quando os escritores bíblicos escreveram, não fizeram separando versículos de versículos, capítulos. Essas coisas não existiam. O autor escrevia o texto, a carta longa, sem interrupção. Portanto, não pegue um versículo e isole ele to contexto do livro ou da epístola. Os versículos e capítulos foram feitos para facilitar e não para interpretar. Para sua informação, a Bíblia só foi dividida em capítulos e versículos entre 1234 e 1242. Por volta dos séculos 9 e 10 os judeus dividiram o Antigo Testamento em versículos e os cristãos dividiram o Novo Testamento em versículos em 1551. Portanto, não isole versículos e capítulos. Entenda que eles não foram feitos por Deus. Foram os homens que fizeram para facilitar o entendimento da Bíblia e fizeram bem. (http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=69)
Agora vamos para os textos do Pentateuco, os livros de Moisés, e entendermos como muitos dos seus mandamentos tem servido a pastorada fundamentalista para mandar gente para o inferno. Falaremos das relações com outros povos, religiões e comportamentais. Por exemplo, como enxergar o espiritismo, homoafetividade, leis familiares, alimentação no contexto? Aguardem a primeira parte. Agradeceria o envio de sugestões, perguntas e comentários.
[Escola Dominical, Escola Bíblica, Velho Testamento, Idolatria, Alimentação, Interpretação Bíblica, Hermenêutica, Homossexualismo, preconceitos, carne de porco, espiritismo, fundamentalismo, Silas Malafaia, Marco Feliciano]
MOISÉS e as leis do Antigo Testamento
Se coloque diante da dura realidade religiosa das nossas igrejas evangélicas modernas considerando a péssima formação escolar dos pastores, alguns sequer com ensino médio concluído, passaram a vida inteira sem o mínimo interesse pelos estudos e pela leitura ou passaram por algum seminário teológico onde pesquisas não era feitas, professores apenas colecionavam passagens bíblicas para sustentar esta ou aquela idéia. Alguns destes pastores acreditam e passarão adiante a idéia de que a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse foi literalmente ditada por Deus, que nela não existe a mínima possibilidade de opiniões, conceitos e preconceitos humanos, que não há contradição alguma entre seus autores, porque, na prática foi um único autor que a ditou a vários redatores. Por isso, voce pode tomar qualquer versículo em qualquer momento e aplicar em qualquer hora. Isso é lamentável, perigoso e tem causado consequências lastimáveis no desenvolvimento emocional, relacional e espiritual das pessoas.
Outros pastores, uma segunda classe, por orientações de sua denominação estarão mais preocupados em fazer a boa e eficiente publicidade de suas igrejas. É preciso manter a arrecadação, não perder de vista o padrão de vida de seus dirigentes maiores, garantir a fortuna dos fundadores da denominação. Para estes valem todas as técnicas de persuasão e a Bíblia é, para eles, negócio complicado demais, por isso passagens aqui ou ali serão utilizadas mas sempre em razão dos produtos de fé que a denominação precisa vender. Então, a Bíblia é um dentre tantos apetrechos místicos, junto com sal, açúcar, flores, tijolos, discos, fitas que servem para prender, emocionalmente, a pessoa aquele grupo e consequentemente, torna-lo um contribuinte financeiro do sistema maior.
Por último, constatemos o analfabetismo funcional que marca a vida da maioria dos membros de todas as igrejas evangélicas. O fato de uma família carregar, fazer postagens nos meios midiáticos, ter em casa, uma Bíblia não garante que de fato, seja cristã e que estude as Sagradas Escrituras. Os crentes não lêem a Bíblia e não lêem de ato pensado, não querem ler, tem ódio dos estudos, são tradicionais como alguns católicos, frequentam as igrejas porque se acostumaram, não tem outra coisa para fazer.
Em situações como estas, o que voce espera dos crentes em relação à compreensão das palavras, dos mandamentos, dos ensinos e da história que acontece nas páginas da Bíblia? Deturpações, ensinos gritantes, desprezo pelos fatos fundamentais e fomentação de interpretações sem contexto. A Bíblia tem se tornado uma cesta de frutas, cada pessoa vai lá e escolhe as que gosta e deixa as que não gosta para outros. O autor da carta aos Hebreus faz uma denúncia desta prática. Essa passagem, escrita no final do primeiro século, tem uma atualidade que grita a nossa frente. Hebreus 5.12 a 6.10. Dá uma olhada e compare com tudo o que voce aprendeu e com tudo quanto tem preguiça de aprender.
Sempre que ler uma passagem bíblica, que escutar alguém explicando um trecho da Bíblia Sagrada, não vá na onda sem antes procurar saber as seguintes informações:
1. Todos os livros da Bíblia foram escritor por uma pessoa e suas marcas pessoais, como formação escolar, profissão, experiência de conversão, o país em que foi criada, os costumes de sua época, estarão presentes nas idéias que ele coloca na Bíblia. Por exemplo, o apóstolo Paulo antes de se tornar cristão era alto oficial militar do Império Romano. Veja como isso aparece nas suas cartas: Efésios 6.11-18. Ele usou sua experiência, seu conhecimento da vida militar para ensinar os cristãos. Isso não foi ditado pelo Espírito Santo de forma alguma. Se eu não entender isso, vou errar e conduzir outros ao erro nos meus ensinos.
2. Todos os livros da Bíblia foram escritos para UMA DETERMINADA PESSOA, que os apóstolos, os escritores conheciam pessoalmente e que lhes tinham escrito, mandado algum recado, a respeito de suas dúvidas, inquietações ou problemas. Se não era uma pessoa, era então, para algum grupo de pessoas, amigos do escritor (II e III João, I e II Timóteo), igrejas locais, comunidades de uma região (Hebreus) ou alguma liderança.
3. Muitas vezes as cartas, os livros sagrados, especialmente no Novo Testamento eram debates calorosos entre os próprios apóstolos, o que significa que eles tinham opiniões bem diversas em alguns assuntos. Por exemplo, dá uma olhada em Gálatas 2:1-11, onde está a polêmica entre Paulo e os demais apóstolos (motivo do surgimento do moderno dispensacionalismo, assunto que não dá para explicar agora). Analisando esse contexto, essa passagem, voce pode compreender autores como Mateus e Tiago defendendo a salvação pelas obras e Paulo defendendo a salvação pela graça. Outra polêmica interessante está entre Paulo e a Igreja em Corínto (1 Cor. 4:2; esse não vai ter coragem de vir até aqui – 1 Cor. 4.18; Paulo respondeu dizendo que ia dar um pau neles – 1 Cor. 4:21).
Tudo isso dito para que aprendamos uma coisa: cada versículo, cada capítulo, foi escrito por uma pessoa, num determinado tempo, com o ponto de vista daquele tempo, para outra pessoa que vivia naquela época e enfrentava determinado problema.
Eu posso não estar enfrentando esse mesmo problema. Ou essa situação não existe mais, não tem como se repetir. A passagem bíblica se refere àquele momento e não a outro. Tenho que respeitar o sentido da passagem e o motivo para o qual ela foi escrita. “Não ir além do que está escrito”.
Ultima lembrança, antes de entrarmos na situação de Moisés. Quando os escritores bíblicos escreveram, não fizeram separando versículos de versículos, capítulos. Essas coisas não existiam. O autor escrevia o texto, a carta longa, sem interrupção. Portanto, não pegue um versículo e isole ele to contexto do livro ou da epístola. Os versículos e capítulos foram feitos para facilitar e não para interpretar. Para sua informação, a Bíblia só foi dividida em capítulos e versículos entre 1234 e 1242. Por volta dos séculos 9 e 10 os judeus dividiram o Antigo Testamento em versículos e os cristãos dividiram o Novo Testamento em versículos em 1551. Portanto, não isole versículos e capítulos. Entenda que eles não foram feitos por Deus. Foram os homens que fizeram para facilitar o entendimento da Bíblia e fizeram bem. (http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=69)
Agora vamos para os textos do Pentateuco, os livros de Moisés, e entendermos como muitos dos seus mandamentos tem servido a pastorada fundamentalista para mandar gente para o inferno. Falaremos das relações com outros povos, religiões e comportamentais. Por exemplo, como enxergar o espiritismo, homoafetividade, leis familiares, alimentação no contexto? Aguardem a primeira parte. Agradeceria o envio de sugestões, perguntas e comentários.
[Escola Dominical, Escola Bíblica, Velho Testamento, Idolatria, Alimentação, Interpretação Bíblica, Hermenêutica, Homossexualismo, preconceitos, carne de porco, espiritismo, fundamentalismo, Silas Malafaia, Marco Feliciano]
sábado, 15 de novembro de 2014
O que é igreja: apoio para pastores e professores de escola bíblica (1ª parte)
ESCOLA BÍBLICA
ECLESIÁSTICA EM CLASSE
O QUE DEVEMOS ENTENDER POR
IGREJA?
1.
Afirmações
equivocadas sobre o significado da palavra Igreja
Você ouviu frases como estas?
(1)
A IGREJA somos nós. Essa afirmação é
equivocada, é falsa, enganadora e demonstra o quanto a ignorância e a estupidez
domina a falta de interesse que alguns crentes tem em relação ao empenho em
estudar as Sagradas Escrituras; Uma pessoa não pode ser uma igreja, pode ser um
“templo”. Vamos aprender e ensinar que TEMPLO e IGREJA são coisas diferentes;
(2)
A Igreja Católica Apostólica Romana se auto
denomina “A Igreja”, dizendo com isso que é a única igreja verdadeira, a primeira
igreja que existiu desde os tempos de Jesus Cristo. A afirmação não é
verdadeira e a maioria dos membros das igrejas evangélicas protestantes não
estão, no mínimo, preparadas nem se preparam para responder esta questão. Se
colocadas na parede se desesperam. Nem os pastores e professores de escola
bíblica são capazes e capacitados para ministrar noções de História do
Cristianismo nas comunidades. O problema é que os pastores e professores de
escola bíblica são, erroneamente, ensinados que tudo devem procurar na Bíblia
para responder, quando existem informações que não poderiam estar nas
Escrituras, visto que foram acontecendo depois que os seus livros foram
escritos. É impossível saber qual a primeira Igreja se os crentes não forem
levados para os estudos em livros de História, mais precisamente, os de cunho
universitário. Não há outra saída. Os
historiadores estão de acordo que o Cristianismo foi, aos poucos se
modificando. Não existe essa expressão “retornar à Igreja Primitiva”, comum nos
guetos do pentecostalismo. Não há como voltar, nem há necessidade disso. Mesmo
durante o período em que os apóstolos viveram, essas mudanças começaram
acontecer e talvez nem eles tenham tido consciência de que elas estavam
acontecendo. Essas mudanças proporcionam aspectos contraditórios nas práticas,
razão porque existem tantas denominações. Só para exemplificar, as comunidades
primitivas começaram presbiterianas no seu governo, foram para o
congregacionalismo e algumas acabaram no modelo episcopal. A forma de escolher
os bispos (que chamam os protestantes de pastores) foi se modificando. Da
escolha baseada nos chamados dons espirituais miraculosos para critérios mais
burocráticos já aparecem nos escritos de Paulo. Retornemos a afirmação de que a
Igreja Católica Romana foi a primeira.
A primeira Igreja que surgiu foi a de Jerusalém,
depois Antioquia. No começo do Cristianismo as comunidades cristãs copiaram o
modelo das sinagogas, isto é, eram locais e congregacionais, o que lhes dava
autonomia administrativa, embora tivessem uma boa unidade em torno de
determinados apóstolos. A Igreja Católica é o resultado da corrupção ou
transformação doutrinária que acometeu a comunidade cristã original de Roma,
capital do Império Romano, ao longo dos próximos 200 anos depois da morte dos
apóstolos, principalmente de Paulo, em 67 d.C. A igreja que recebeu e creu nos
ensinos constantes na Epístola aos Romanos se transformou no que, hoje,
chamamos de catolicismo. Aí é preciso recorrer aos estudos históricos se não,
os crentes e os líderes estão perdidos no conhecimento da fé.
(3)
Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja Mundial
do Poder de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Renascer em Cristo,
Igreja Internacional da Graça, Igreja do Deus Vivo, Assembléia de Deus Vitória
em Cristo. Estas formas de se referir as igrejas locais é um despropósito total
para a fé cristã. São comunidades locais que deixaram de ser comunidades
cristãs, cujo Cabeça deveria ser o Senhor Jesus para se transformarem em
empresas rentosas, poderosas e sustentadoras de vaidades pessoais de seus
proprietários. Todas elas mantém o mesmo modelo de governo praticado pelo
catolicismo que tanto combatem, o sistema papal, quando a palavra de seus
fundadores é assume caráter doutrinário e de infalibilidade, pois afinal, todos
governam seus fiéis a partir das supostas revelações diretas que alegam receber
do Espírito Santo. Uma igreja cristã não pode ser do Reino de Deus, porque o
Reino de Deus é uma questão judaica, nem pode ser Internacional, como se
houvessem igrejas não internacionais, quando a missão do cristão é levar o amor
de Deus ao mundo, ou ainda, Uma igreja que não seja uma assembleia é uma
contradição sem tamanho. As igrejas locais não podem ser propriedades de
homens, nem correrem o risco de que caso, algum deles se desvie da fé, arrastem
com isso milhares de pessoas.
4. Igrejas com pseudo-pastores vestidos de médicos e
enfermeiros cheios de rituais mágicos, vendendo coisas sagradas. Diante de
tanto sofrimento físico e mental, principalmente provocado pelo sistema
econômico capitalista, dominado por doenças cuja cura a Ciência não encontrou,
atingindo crianças e pobres, doenças da alma por causa das formas violentas de
relações humanas, alterações genéticas, é importante que as igrejas tenham um
trabalho de apoio, esperança, bolsas de saúde, amparo e até mesmo envolvendo-se
nos processos de cura, utilizando todos os instrumentos disponíveis no mundo,
mas a missão fundamental das igrejas não é a operacionalização de milagres
físicos nem a pretensão impossível de tentar reviver o contexto histórico do
primeiro século, até porque a forma de cura que lá ocorria, não vemos nem
veremos acontecer em nossos dias. Basta exemplificar da seguinte forma, Jesus
Cristo nunca chamava para perto de si os doentes, nem conclamava populações
para grandes concentrações de milagres. Pessoalmente ia até os lugares onde os
doentes se encontravam, procurava os portadores de doenças incuráveis pela
medicina da época. Isso nunca foi feito em nossos dias. Jesus Cristo terminou
seus dias terrenos numa cruz e não morando em apartamentos luxuosos, nem
figurando na lista dos líderes mais ricos de seu tempo, nem pregava em púlpitos
blindados, coisas do gênero.
(Eclesiologia, História da Igreja, Escola Dominical, Conceito de Igreja, Escola Dominical-Igreja)
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Estudos bíblicos em Mateus 2.13-18 - Manifestações miraculosas como fonte de fé
Estudamos a passagem de Mateus 2.13-18 - A fuga da sagrada família para o Egito. É bom prestar atenção na teologia de Mateus e trabalha-la com os participantes da comunidade que você ensina ou pastoreia.
1. Teologia do capítulo
A. Fontes da revelação cristã-judaica.
- Mateus trabalha com o modo judeu de revelação: sonhos e aparições miraculosas
- O que Mateus chama de "divina revelação" nada tem a ver com o que os pastores pentecostais chamam de "orar por divina revelação" na qual supostamente revelam doenças e doentes. Divina revelação aqui é a de novos ensinamentos, verdades, algo em torno do que os espiritualistas chamam de vidência. Os reis magos foram avisados por divina revelação para fugir para o Egito e não para serem curados de alguma enfermidade. Esse tipo de revelação foi sempre desconhecido dos autores da Bíblia e representa uma afirmação perigosa em nossos dias, capaz de levar as pessoas a se submeter aos pastores autoritários legitimando as mais variadas doutrinas por mais absurdas que sejam.
- Podemos nos perguntar se Deus ainda se manifesta para nos ensinar verdades, aprimorar nossa fé, nos fazer crescer no conhecimento, através de sonhos. Devemos incentivar que nossos irmãos contem seus sonhos na comunidade? Fazerem pregações expositivas sobre seus sonhos?
- Por que algumas igrejas não aceitam os sonhos como fonte de autoridade da fé cristã.
- Qual o papel das visões no ensinamento cristão. Quais igrejas e movimentos começaram através das visões de seus líderes, quais os acertos destas e os erros?
- Sonhos, visões, a Bíblia, qual a diferença entre estas? Deus continua, visto que Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente? Então como explicar Hebreus 1:1-3?
2. Oportunidade para debater a atualidade ou o encerramento das manifestações espirituais nos cultos cristãos como na igreja primitiva. Será que a presença de tais sinais nos cultos seriam a prova de fidelidade dos cristãos modernos às suas origens cristãs ou sinais da presença de Deus nos ministérios presentes? Precisamos ainda dos dons espirituais? Será que o conteúdo dos ensinamentos do Novo Testamento ou conhecimentos que se aperfeiçoaram no decorrer dos tempos não substituíram e muito melhor as práticas espiritualistas dos primeiros cristãos?
3. O que contribui para a comunidade, para o próprio indivíduo, tanta coisa chamada de dom de línguas, profecia, curas e por que outros dons não são enfatizados nas manifestações? Todas estas coisas não pertencem ao desenvolvimento da igreja cristã, que nasceu, foi adolescente e finalmente encontra-se em estado de maturidade, com melhores recursos para ensinar e praticar a verdade cristã?
1 Coríntios 13:8-13.
4. Mateus fala de sonhos, visões, manifestações, porque está num ambiente judeu e estes gostam de sinais (1 Coríntios 1:18-21).
1. Teologia do capítulo
A. Fontes da revelação cristã-judaica.
- Mateus trabalha com o modo judeu de revelação: sonhos e aparições miraculosas
- O que Mateus chama de "divina revelação" nada tem a ver com o que os pastores pentecostais chamam de "orar por divina revelação" na qual supostamente revelam doenças e doentes. Divina revelação aqui é a de novos ensinamentos, verdades, algo em torno do que os espiritualistas chamam de vidência. Os reis magos foram avisados por divina revelação para fugir para o Egito e não para serem curados de alguma enfermidade. Esse tipo de revelação foi sempre desconhecido dos autores da Bíblia e representa uma afirmação perigosa em nossos dias, capaz de levar as pessoas a se submeter aos pastores autoritários legitimando as mais variadas doutrinas por mais absurdas que sejam.
- Podemos nos perguntar se Deus ainda se manifesta para nos ensinar verdades, aprimorar nossa fé, nos fazer crescer no conhecimento, através de sonhos. Devemos incentivar que nossos irmãos contem seus sonhos na comunidade? Fazerem pregações expositivas sobre seus sonhos?
- Por que algumas igrejas não aceitam os sonhos como fonte de autoridade da fé cristã.
- Qual o papel das visões no ensinamento cristão. Quais igrejas e movimentos começaram através das visões de seus líderes, quais os acertos destas e os erros?
- Sonhos, visões, a Bíblia, qual a diferença entre estas? Deus continua, visto que Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente? Então como explicar Hebreus 1:1-3?
2. Oportunidade para debater a atualidade ou o encerramento das manifestações espirituais nos cultos cristãos como na igreja primitiva. Será que a presença de tais sinais nos cultos seriam a prova de fidelidade dos cristãos modernos às suas origens cristãs ou sinais da presença de Deus nos ministérios presentes? Precisamos ainda dos dons espirituais? Será que o conteúdo dos ensinamentos do Novo Testamento ou conhecimentos que se aperfeiçoaram no decorrer dos tempos não substituíram e muito melhor as práticas espiritualistas dos primeiros cristãos?
3. O que contribui para a comunidade, para o próprio indivíduo, tanta coisa chamada de dom de línguas, profecia, curas e por que outros dons não são enfatizados nas manifestações? Todas estas coisas não pertencem ao desenvolvimento da igreja cristã, que nasceu, foi adolescente e finalmente encontra-se em estado de maturidade, com melhores recursos para ensinar e praticar a verdade cristã?
1 Coríntios 13:8-13.
4. Mateus fala de sonhos, visões, manifestações, porque está num ambiente judeu e estes gostam de sinais (1 Coríntios 1:18-21).
Assinar:
Postagens (Atom)